sábado, 3 de julho de 2010

Um porre pelo Brasil


Tem certas datas que nem vale a pena serem guardadas na memória, mas eu não sei apagar o que não me faz bem e sou obrigada a conviver com todos os fatos da vida até o tempo ir apagando, amarelando o papel.

Hoje lembrei na morte meu cachorrinho, o Bob, e da tristeza que tomou conta da família no dia primeiro de maio deste ano. Eu estava feliz viajando para Piracicaba, perto de amigos e longe de sofrimentos, julgamentos ou preconceitos. Mas senti que algo estava errado pela voz da minha mãe por telefone, cheguei e soube que meu pai atropelou o Bob sem querer. O padre diz que saudade sim, mas tristeza jamais. E é nisso que me apego, na força e no amor de Jesus, porque eu preciso me preparar para a morte de pessoas que eu amo, é a lei natural da vida, a única certeza.

Outra coisa que eu gostaria de esquecer é que fui traída pelo Billo, não desejo me esquecer do namoro em si, mas da atitude do ex namorado. O amor já havia virado desconforto para os dois, mas a traição me faz mal até hoje porque me traumatizou. Não esqueço o que senti quando descobri toda a verdade há exatamente 2 anos (sim, dia 02 de julho de 2008 soube da gravidez da atual esposa do Billo e do real motivo da separação). Por isso me tornei fria (isso é mau) e ao mesmo tempo segura (isso é bom), não me entrego para pessoas que não são capazes de me fazer sorrir e termino qualquer relacionamento com rapidez se ele for me machucar.

Mas a princípio o fato não é morte e muito menos desilusão amorosa, o fato é o Brasil. Meu país, minha nação, minha seleção! Eu amo este país e talvez por isso nem planeje deixa-lo como a maioria dos jovens da minha idade fazem, quero sair do Brasil sim, mas para passar férias com data marcada de ida e de volta, sou completa aonde nasci e cresci, é aqui que quero constituir minha família e ser feliz para sempre, até ficar bem velhinha. Posso parecer sonhadora, Alice, mas é verdade, é de coração.

Estamos em 2010, eu estou com 26 anos e meio, tenho tudo o que pedi a Deus, um emprego maravilhoso, conforto, não sei o que é passar necessidade, não faço idéia do que é sofrer por doenças graves, tenho uma família completa, amorosa e presente que dá a vida por mim, tenho amigos que são jóias raras e me proporcionam muitos momentos de riso, tenho alegria e bondade no coração.

Eu vejo a tristeza na televisão e isso me faz sentir muito. Sinto a dor daqueles que não tem alimento e convivem com a fome, ouço o som do choro do abandono e do abandonado de quem não tem família, vejo o descaso social exposto a cada ação, tenho noção dos entorpecentes que arrancam brutalmente filhos de suas mães que nada podem fazer, eu sei da solidão de quem não tem amor. Dói na teoria, meu Deus, como será na pratica?

Em ano de copa do mundo resolvi que comemoraria cada gol do Brasil como se fosse um ponto contra todos os fatores que entristecem os meus compatriotas, preferi esquecer as lágrimas que derrubei por amores não correspondidos, não quis lembrar das palavras duras e sem pensar que já falei e que fizeram pessoas queridas chorarem, decidi esquecer os meus erros e os erros que me trouxeram tanta dor. Pão e circo? Talvez. Gosto mesmo de me divertir. O futebol e a música causam isto. Nós brasileiros sempre nos demos muito bem no futebol e temos excelentes artistas brilhando mundo a dentro. Temos muitos motivos para comemorar, sorrir, cantar, amar e ... Por que não beber?

Até mesmo o Corinthians que está meio apagado ultimamente em ano de centenário do clube, tem me arrancado lágrimas, sejam elas de alegria ou tristeza, e isso não tem nada a ver com o meu jeito intenso de viver tudo o que faço. Ontem sim, ontem teve tudo a ver.

Estava com pessoas queridas, duas amigas irmãs que são “pau pra toda obra”, a Ana Cris e a Yo, além de outras pessoas especiais e importantes para mim. O Brasil estava em campo pelas quartas de final do mundial da África do Sul, era sexta-feira, 02 de julho, aniversário de 27 anos de casamento dos meus pais fofinhos, eu estava no Jockey Clube de São Paulo, e foi de lá, rodeada de homens e mulheres bonitos que presenciei a derrota inesperada do meu país para a Holanda. Foi triste, doeu, machucou, eu tinha certeza que antes dos trinta anos comemoraria mais um título da seleção verde e amarelo, infelizmente não deu e eu afoguei a mágoa literalmente. Bebi sem pensar em nada e nem em ninguém, muito menos em mim. Ah esse meu jeito impulsivo ainda vai me prejudicar.

Eu sempre sou muito comportada e apesar de não parecer, sou tímida, sou educada, expansiva e trato todos com carinho. Me divertindo dentro do limite do que é certo, sem fazer besteiras ou nada de errado que me cause arrependimentos. Na área VIP do evento comecei a beber e não me recordo com que bebida comecei, deve ter sido com cerveja, eu não gosto de cerveja mas bebi um copo, depois wisky, vodka com energético e refrigerante, tomei o que tinha lá e de repente eu estava eu exageradamente alegre sem sentir meus lábios, que sensação péssima. Como num passe de mágica eu esqueci que estava chateada e que não era uma pessoa boa o suficiente para quem eu gostaria de ser. Que estranho, anestesiei o que me causava melancolia, e vi que o jogo não era o motivo exato.

Agora lembrei que ontem, durante o porre pelo Brasil, esqueci que sempre me apaixono por quem não me merece, por pessoas que não precisam do meu coração, eu também deletei da memória que dediquei tempo demais para quem nunca se importou e jamais se preocupou. Eu sofro por não corresponder, eu me martirizo por não amar quando não amo, gostaria de ser menos complicada, adoraria de ver o Brasil campeão este ano sim, mas muito mais eu queria ter um amor no coração e sem medo de tudo acabar.

Quero tanto viver tudo o que há para eu viver. Gostei de me divertir e chorar ao som de coisas esotéricas. Bebi e fiz tudo isso pensando em alguém que estava lá, tão perto do meu corpo e ao mesmo tempo distante do meu coração. Enfim...Mais uma vez entrei em campo e comecei a jogar mas estou quase desistindo e saindo antes do segundo tempo por medo da derrota .

Vamos Brasil, sóbria e rumo ao Hexa em casa!

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Quando um coração grita


Hoje eu fiquei com vontade de escrever sobre uma coisa que vem me atormentando nos últimos 10 meses. Não começa com a letra "R" mas tem um pouco a ver com ela, a letra do RUIDO. O barulho irritante de alguma coisa inquieta aqui dentro de mim.

A voz do meu coração tem o timbre do "R" que deixei no passado. Essa voz tem falado alto, com força, ela é limpa, sem ronquidão ou chiado, a voz do "R" é aguda, como se fosse um berro de liberdade que ecoa no infinito em um som meio estridente e histérico ao mesmo tempo, própria de quem quer ser feliz desesperadamente sem depender de nada, sem precisar de ninguém, apenas do próprio coração, ele que fala por mim.

Existe um conflito que talvez eu demore os restos dos meus dias para entender e mesmo assim nunca entenda, nem sei se tenho vontade de entender também. A questão é que eu não sei o que acontece entre o que diz meu coração e o que diz a minha mente, e é algo que foge do "clichê" e não se compara ao conflito tradicional entre a razão e a emoção. Eles não se entendem, mas se completam.


A minha mente, toda feminina, vem com o seu jeitinho cuidadoso de mulher e insiste para eu ter calma, não quebrar a cara e me guardar, a razão sempre me mostra o caminho mais coerente e sábio, mesmo que ele seja o mais demorado e trabalhoso. Mas aí vem o meu coração com o seu jeito todo masculino que o pronome "o" lhe dá, sem pensar no amanhã e me mostra o caminho mais rápido, simples, o coração não liga para as conseqüências que ele mesmo vai enfrentar, é típico dos homens isso, eles agem por impulso e só querem de divertir no momento, meu coração quer se deliciar.

Eu gosto do momento e desejo de verdade ouvir a minha razão mais uma vez, por mais um bom tempo. Nesses 10 meses tenho ouvido sempre, cansei do lado masculino desse conflito. Não adianta eu me entregar, repito, quero viver o momento e não quero causar medos, sou intensa demais e por isso prefiro seguir sozinha nessa longa trajetória até Deus projetar a sombra certa que se encaixe com carinho em meu corpo.

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

Colação de Grau - Perfeito demais


Animação, euforia, entusiasmo e outros sentimentos positivos, foram os que dominaram a minha noite de ontem. A princípio eu nem estava tão empolgada, não divulguei muito que seria a realização da minha primeira colação de grau do curso de jornalismo. Achei esquisito fazer duas colações. Onde já se viu?! Mas foi uma dada pela universidade e a outra, que acontecerá no dia 10/02, pela empresa que pagamos e que é responsável pelo baile também (ahh o baile ai ai).

Mas valeu! Valeu muito à pena ter me deslocado, cansada, após uma exaustiva quinta-feira de trabalho até o Espaço das Américas, na Barra Funda para poder reencontrar os meus queridos amigos que comigo dividiram 4 longos anos dessa etapa tão importante da minha história.

Cheguei lá por volta das 18h, na hora marcada, meus pais já estavam no local desde as 16h30, isso porque disseram que não iriam à primeira colação e que era bobagem sair de São Roque para o mesmo evento por duas vezes.

Encontrei minha querida e grande amiga, ou melhor, minha irmã de coração Ivy Garcia no metrô Paraíso e seguimos juntas para lá. Foi muito emocionante poder reunir as pessoas que eu amo no mesmo local, e o mais lindo de tudo, essas pessoas estavam unidas por um só motivo, me fazer e me ver feliz!

As cinco poderosas (www.5poderosas.blogspot.com) reuniram suas famílias e amigos e apresentaram suas mães, este, sem dúvida, foi o momento mais esperado dos nossos 4 anos de amizade, poder colocar frente a frente as responsáveis pela vida dessas amigas tão unidas e que tanto se amam.

Minha querida e antiga amiga, que eu tanto amo também, Yoni compareceu, ela que sempre está em todos os momentos importantes da minha vida, carimbou sua participação com o seu jeito todo peculiar e irreverente de ser, ao lado dos meus pais na primeira fila da platéia aplaudindo de pé a minha vitória, coisa de irmã querida, sabe?

A Fernanda trouxe o seu carinho lá de São Roque e, com muito amor, relembrou que essa minha conquista tem o seu dedinho e de suas aulas particulares de química que recebia, com a maior dificuldade do mundo para aprender no primeiro colegial, no Anglo de SR. Posso até ter me aproximado dela por causa do Gustavo, uma paixão antiga, mas o meu sentimento por ele se transformou em amizade no ano passado, exatamente dez anos depois que tudo começou e minha amizade com a Fê cresceu absurdamente.

O Fábio Laudonio também foi me ver nesse dia importante, ele que também é FOCA me filmou calado e só hoje (22/01), por e-mail ao receber os vídeos da solenidade, fiquei sabendo que ele levou o seu carinho e energia para me dar, deveria ter vindo me dar um beijo pessoalomente.

Outros que estiveram presentes na colação I foram o Reginaldo e o Rogério. Não! Eles não são mais uma duplinha sertaneja da moda que toca no Vila às quartas-feiras. Eles são uma dupla sim, mas uma dupla de amigos incríveis que está ganhando cada vez mais espaço dentro desse "barraco de zinco" que é o meu coração! Cada um à sua maneira, claro, o Regis com seu jeito todo confiável, parceiro e impressionante de amizade que eu tanto preciso. E o Rô, o mais lindo dos lindos, com o encanto e pureza, além do olhar sincero e carinho que conquistam cada vez mais a minha vida.

Muito obrigada de coração à família que o meu coração escolheu, aos meus pais também agradeço cada palavra e por ontem terem deixado rolar, sem vergonha, lágrimas com sabor de vitória. Lindos, vocês são o meu troféu e o melhor diploma foi à educação que ganhei dos dois. Piegas ou não: É amor demais, é coisa de Deus!

Quando abracei o Álvaro Bufarah senti a alegria do dever cumprido, um professor amigo e um profissional brilhante, que sorte tivemos, não é mesmo turma?

Com as meninas, como sempre, só risos (friso: risadas sinceras) ontem cada uma despertou em mim um sentimento ou me presenteou com uma lição. A Má me emocionou, a Ivy me divertiu, a Tha me ensinou e a Tati me compreendeu.

A conclusão que tirei da noite de 21 de janeiro de 2010 foi a de que não importa a idade, tanto faz o quão grande seja o ciclo de amigos e jamais importará a quantidade de degraus ou obstáculos que existam na trajetória do seu destino. O que vale mesmo é o que cada ser humano SENTE, como cada pessoa AMA, a maneira que cada um expressa suas vontades e mágico dessa história toda é que são todos SENTINDO de uma forma distinta, da maneira mais confortável ao seu coração.

Vi os olhinhos de amigos (All, Rodrigo, Edemilsom, Robson) e de colegas meus brilharem, cada um com uma intensidade diferente, traduzindo a força de seus próprios sonhos e vi também que a vontade e a determinação são a base de tudo. Ontem vi pessoas experientes se tornarem crianças, também vi jovens de 20 anos realizando sonho de adulto e o melhor, com força de adulto.

A lição que tiro? Como é incrível viver...




E digo mais, é satisfatório ser um excelente ser humano e se relacionar só com pessoas de qualidade e de bem. Obrigada à todos que participaram da minha conquista, que participam da minha vida e obrigada à Deus por me dar força e me presentear com cada uma dessas pessoas.




Eu sou muito feliz e abençoada!







Por Evelyn Jardim

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

Mulheres: De Quebra-Galho para Quebra-Tudo


Adolescência, fase das mudanças, descobertas, desejos, alegrias e decepções. Momento em que os sentimentos acontecem como um vulcão em erupção e os hormônios ganham vida e falam por si mesmo. Sabe aquela época do colégio, em que os grupinhos são divididos na hora do “recreio” e designados como a turma dos meninos e a turma das meninas, também conhecidos como clube do Bolinha e clube da LuluZinha?

Como qualquer adolescente eu passei por tudo isso e confesso que apesar da diferença entre os sexos que vêm lá de trás, da infância, eu sinto saudades.

Acontece que não tem nada mais chato do que ficar separado do sexo oposto, isso vai contra uma das principais leis da física onde os opostos se atraem, é nessa hora que entra a questão dos hormônios falando por si mesmo. Desde então eu tentava me enturmar com os meninos, na luta para romper de vez a barreira construída no passado por uma sociedade preconceituosa. Minhas amigas e eu nos aproximávamos cada vez mais deles, a fim de conhecer, conversar e, claro, paquerar, eu sempre gostei de fazer isso, e confesso que ainda gosto!

Com o tempo as diferenças foram desaparecendo, o grupo passava a ser um só e já não mais existiam diferenças entre homens, mulheres e suas capacidades, ao contrário, quando não estávamos todos juntos nos intervalos sentíamos falta, um vazio, se bem que nem tudo eram flores não, sempre existia um moleque “bobão” para fazer a piadinha infame do momento e expondo a sua verdadeira idade mental, aliás, piadinhas infames são o que os homens sabem fazer de melhor com as mulheres, principalmente se forem loiras, e se forem mulheres loiras e responsáveis por fora em algum desses “bobões” então, agüenta a dor de cotovelo!

Um pouco mais tarde entrei para a faculdade e passei a morar com duas amigas em uma república. Foi lá que conheci um rapaz especial, não posso negar ele era lindo, inteligente e gentil. Minha avó foi a primeira a me incentivar a ir fundo na paquera afinal, a sua neta não poderia perder aquele “broto”.

Então, diante de uma campanha feita da mais pura pressão psicológica, especialmente para tentar futuramente casar a moça de família com o “broto bom partido” da universidade, fui afetada sem perceber e comecei a aprender receitas, a costurar, lavar e a fazer coisas de dona de casa mesmo, eu era praticamente um livro ambulante da Sebastiana Quebra - Galho. Que loucura! Loucura porque eu estava hipnotizada pelas crendices da minha avó e alienada pela mais medíocre inconsciência, acreditando veementemente que a mulher nascera para servir o homem, uma perfeita alusão ao conto da carochinha.

Apesar de muita lenda na relação entre homens e mulheres, existem duas verdades, a primeira é que aquele relacionamento não durou nem cinco encontros e a outra é que ainda não encontrei algum homem que merecesse a submissão de uma mulher ou a sua total devoção.

Algumas mães ainda criam suas filhas à sua imagem e semelhança e ensinam o que acreditam ser o valor mais importante em uma família, o respeito. Respeito ao pai, aos irmãos, aos maridos, aos homens, homens e homens, sempre os homens. O que essas mães não sabem é que esse respeito não é mais do que o silêncio da humilhação gritando, do que a voz da subordinação calando e não deixa de ser também a resposta das incertezas que não explica nada.

Vai ver que é por isso tudo que a família vem sendo reconhecida como a instituição falida, falsa, carente e desamparada, por causa da ideologia antiga e machista que, vergonhosamente, em pleno século XXI, é passada por músicas, escolas, igrejas e novelas. No entanto, enquanto não existir uma mudança de paradigma será totalmentente paradoxal acreditar que a mulher, dona de casa, é feliz por ser quem é, por ser a mulher que em sonhos quebra tudo, mas que na vida real apenas quebra galho.



Por Evelyn Jardim

Victor e Leo faz o primeiro show de 2010 em Sampa

A dupla Victor & Leo não é composta apenas por dois irmãos que cantam bem. Além de serem filhos dos mesmos pais e terem ótimas vozes, eles são produtores, compositores, arranjadores e músicos.
Os meninos que vieram de Minas Gerais para o mundo representam a renovação da música sertaneja com um estilo diferente de cantar que mistura folk, pop, romantismo e sertanejo de raiz.

Na noite da última quinta-feira (14), a casa de show Villa Country em São Paulo recebeu a dupla que levou os fãs ao delírio cantando músicas do seu novo CD, Ao vivo e em Cores, e sucessos do CD Ao vivo em Uberlândia. Borboletas foi a canção que abriu a apresentação, com a emoção alcançando a todas as idades, misturando gerações desde jovens até pessoas da terceira idade, todos com as letras na ponta da língua.

Com a casa lotada, a apresentação começou por volta de 1h da manhã. Victor como sempre foi muito simpático e atencioso, falando das duas energias que levam com eles para onde quer que vão, enquanto o seu irmão, Leo, com a mesma simpatia, atenção, carisma e uma pitada de bom humor brincava com o público dizendo que gostaria de tirar a blusa, se referindo ao calor humano presente. Quando a galera gritou: Tira, tira! Ele simplesmente fez charme dizendo que estava gordinho por conta das festas de fim de ano.

Os clássicos, Amigo apaixonado, Vida boa e Fada não poderiam faltar no repertório dos meninos e o público, em uma só voz, mostrou que as letras de Victor são marcantes, inesquecíveis e não podem deixar de ser cantadas nos shows.

Quando cantaram os novos sucessos Estrela Cadente e Lado Errado, novamente a emoção faloJustificaru mais alto. Apesar do ambiente estar lotado, o primeiro show de 2010 da dupla em São Paulo foi um sucesso e como tudo que é bom, acabou rápido, apesar das 2h aproximadas de apresentação.


Por Evelyn Jardim
(Matéria feita para o baixahits do portal vírgula)

Corpos femininos visto por olhos masculinos


Foi fazendo uma leitura informal de Paulo Coelho que tive a percepção do que passa na cabeça do sexo masculino. Muitos homens acham que o peso de uma mulher não é importante, o bom mesmo é nos tocar, nos sentir, nos abraçar e acariciar o nosso corpo. Pra que saber o nosso peso se isso não proporciona nenhuma emoção ou prazer à eles? Só nós, mulheres, encanamos com o número de nossas roupas, os homens não têm a menor idéia da numeração do nosso manequim, a avaliação que fazem é visual, do tipo se temos formas de violão, seios de pêra ou coisas do gênero, mas apenas isso. Eles realmente não se importam com o quanto medimos em centímetros, é apenas uma questão de proporções e não de medidas exatas. Até nós, que somos exigentes e cruéis com nós mesmas, sabemos que as proporções ideais do corpo de uma mulher são curvilíneas.


E porque não dizer curvilíneas e bem femininas? Isso é gostoso. Isso é ser 'mulher brasileira', denominem como preferirem, porque é esse o corpo que, sem dúvida, se nota numa fração de segundo, digo por experiência própria, é o corpo que chama atenção nas ruas, é o chamado "ter aonde pegar". As magrinhas que desfilam nas passarelas seguem tendências desenhadas por estilistas Gays que odeiam as mulheres, tem pavor do sexo feminino, eles competem com a gente. Suas criações dentro da moda são retas e sem formas, feitas para agredir o nosso corpo, corpo este que eles odeiam por não poder tê-los.

Digam o que quiser, mas não há beleza maior do que o conjunto de nossa feminilidade e doçura, e isso vai além do nosso corpo, da nossa capa. Para aguçarmos nossa feminilidade temos de ser vaidosas e nos cuidar, isso independe de nossa idade. A maquiagem foi inventada para usarmos mesmo. Mulheres, usem a maquiagem! Mas claro, dentro de situações adequadas, apenas usem a maquiagem adequada! Os Homens gostam, às vezes nem percebem, acham que é a beleza natural de nossa pele, mas muitos dizem que de cara lavada já basta a deles, outros não são muito a favor do excesso de pintura mas gloss, rímel e lápis são como próteses, devem estar sempre com a gente. Os cabelos, quanto mais bem tratados e hidratados, melhor. É bom para pegar, cheirar, puxar, fazer carinho, o cabelo tem de estar apresentável sempre, independente de seu tamanho.

As saias foram inventadas para mostrarem nossas pernocas. Por qual razão será que cobrimos as pernas na maioria das vezes com calças longas até chegar ao ponto de sermos confundidas com homens? Crédo, que calor, aquele jeans justo suando e suando. Temos de deixar o complexo, vergonha ou a timidez de lado, afinal assim como uma onda é uma onda no mar em sua forma indo e voltando, as pernas são as pernas, grossas ou finas elas nos sustentam e nos levam para os lugares que desejamos. Se a natureza nos deu estas formas, foi por alguma razão. Os homens gostam assim. Ocultar nossas formas seria como ter o melhor sofá da loja embalado no sótão de casa.

É essa a lei da natureza: aquele que se casa com uma modelo magra que espeta na cama, anoréxica, bulêmica e nervosa logo procura uma amante cheinha, simpática, tranqüila, gostosona e cheia de saúde no dia-a-dia e entre quatro paredes.

Nunca teremos uma referência objetiva do quanto somos mulheres lindas e poderosas, portanto devemos sim agradar, não só a outras mulheres, mas principalmente a nós mesmas e aos homens, nossos parceiros, lindos, companheiros, enfim o sexo oposto. Receber elogios é muito bom, e vindo deles é melhor ainda. Nenhuma mulher vai reconhecer, diante de um homem, com sinceridade, que outra mulher é linda, até concordamos para não parecer despeito, mas sempre deixando claro que a outra poderia ser melhor, a gente sempre acha um defeitinho afinal, se somos cruéis com nós mesmas porque não seríamos com outras mulheres?

Na juventude somos mulheres lindas, mas com 40 anos ou mais, somos verdadeiros pratos quentes, nos chamam de vulcões e feras, sempre tem um meninão atrás de uma cinquentona. Independentemente de nossas idades temos o poder de fazer um homem atravessar o atlântico a nado para nos encontrar, é a arte de dominar e de comandar, é muito mais do que o poder dos hormônios porque com a idade o nosso corpo muda, ele cresce para os lados. Assim como tudo sofre alteração com o tempo as nossas medidas também, na maioria dos casos, aumentam.

Não podemos nem pensar em ficarmos psicóticas para entrar no mesmo vestido ou calça que usávamos aos 18 anos quando tivermos com 45. Entretanto uma mulher de 45 que entre na roupa que usou aos 18 anos, de duas uma, ou tem problemas de desenvolvimento ou está se auto-destruindo. Homens gostam de mulheres que sabem conduzir sua vida com equilíbrio e que sabem controlar sua natural tendência a culpas, ou seja, aquela que quando tem de comer, come com vontade, pois a dieta virá na segunda-feira, mesmo que dure até quinta. E a mesma mulher que come com vontade tem de ter intimidade com o seu parceiro, com vontade, sem pudor ou vergonha. Somos assim, quando temos de comprar algo que gostamos, compramos, quando precisamos economizar, economizamos.

Por menos experiência que eu tenha com mulheres posso afirmar que algumas linhas no rosto, algumas cicatrizes na barriga, algumas marcas de estrias não nos tiram a beleza, muito menos apagam o brilho de nosso olhar, que por sua vez não envelhece jamais. São as marcas do tempo, assim como as feridas da guerra no corpo do soldado, são os estigmas que testemunham que fizemos algo em nossas vidas. Com ou sem plástica, ficando ou não em SPAs, chorando de rir ou de dor, nós vivemos cada dia uma história, uma emoção, um bife, um batom, um salto alto, uma caloria, e vivemos intensamente, porque mulheres são intensas em tudo.

Nosso corpo, gordinho ou magrinho, é a prova de que Deus existe. Nosso ventre é o sagrado recinto da gestação de todos os homens, nossos seios são a fonte que os alimentam e os fazem dormir.

Segundo o autor Paulo Coelho, responsável por muitas dessas informações que me serviram de referência para traduzir o que o homem vê em nossos corpos, mesmo com estrias, celulite ou marcas de cesarianas, o importante é que o nosso corpo sente prazer e proporciona prazer. Por isso antes de tudo devemos nos cuidar, nos hidratar, nos equilibrar e nos amar, esse é o verdadeiro segredo das formas femininas vistas por homens e feitas por Deus.

Realização de um sonho - divido com vocês

DEDICATÓRIA DO MEU TCC

Esta monografia é dedicada exclusivamente aos meus pais, e grandes amores, Isabel de Almeida Jardim e Jorge Antônio Alves Jardim, a eles serei eternamente agradecida por existir. A minha mãe agradeço por tanta educação, amor e, principalmente, caráter. Ela sempre me ensinou a ser uma pessoa melhor e me passou força em cada palavra, olhar e oração. Nunca largou a minha mão e me mostrou o caminho para seguir sempre nas melhores direções. Ao meu pai por lutar sempre, muitas vezes sem arma, para que eu conseguisse conquistar este sonho, que a partir do momento que eu sonhei, passou a ser o sonho dele também. Ele me ajudou a me tornar uma mulher de dignidade e é o responsável pelo meu coração e por todo amor que cabe dentro dele.
Dedico à minha avó Stellina Matilde Antonia Destro de Almeida por ela ter cuidado de mim durante os quatro anos de faculdade, ter acordado sempre dez minutos mais cedo do que eu para preparar o meu café da manhã, por aturar minhas crises e fazer orações tão importantes que com certeza foram fundamentais para que eu concluísse mais esta etapa e me guardaram e protegeram de todo o mal.
Dedico aos professores Renato Vaisbih e Alexandre Barbosa por tanto carinho e amizade nestes quatro anos, por terem me ensinado, me dado apoio, solidariedade e incentivo. Ao meu professor e amigo Álvaro Bufarah que, sem dúvida, com seu jeito peculiar de ensinar, trouxe lições importantes tanto na vida pessoal quanto profissional.
Aos mestres agradeço por terem aberto a porta do jornalismo em minha vida e despertado minha paixão a profissão.
Dedico ainda aos amigos que fizeram do meu coração um lar e se abrigaram dentro de mim eternamente. Tatiana Lima, Thaís Ernandes, Ivy Garcia e Mayra Holanda, vocês foram o PODEROSO alicerce que construiu o caminho que comecei a seguir dentro da faculdade e terminarei no mercado, me ajudaram a dar o destino certo aos meus sonhos perdidos e confusos.

A vocês, dedico esta obra.


AGRADECIMENTOS

Primeiramente agradeço muito a Deus por me dar saúde e permitir que eu conseguisse terminar esta faculdade depois de tentar por três incansáveis vezes realizar este sonho. Muito obrigada Meu Senhor por me ajudar a suportar todas as dores, transpor os obstáculos, me dar forças para encarar os problemas sorrindo e sem passar por cima ou maltratar ninguém, sem reclamar da vida, assim pude concluir mais esta etapa e encerrar um ciclo importante do qual nunca me esquecerei.
Agradeço especialmente a Thaís Ernandes por ter sido minha guia, uma luz, desde o primeiro dia de aula e feito meu curso melhor com sua amizade pura e sincera e aos outros amigos e integrantes do meu grupo acadêmico Tatiana Lima, Ivy Garcia, Rodrigo de Sousa e Mayra Holanda pela parceria, paciência, companheirismo, amizade, solidariedade, compreensão ao longe destes quatro anos.
Da faculdade agradeço também ao Edemilson Gonzaga, a melhor pessoa que conheci na minha vida que me despertou bondade quando sentia fúria e alegria quando estive melancólica, Edê, apenas o seu olhar me serviu de conforto nos momentos complicados, que foram muitos. Agradeço aos amigos, Edson Garrido por ter sido o melhor chefe que já tive que com sua amizade, valores morais e profissionalismo me fez aprender muito e a Yoni Crocci, a amiga que nunca me abandonou em todos os momentos de minha vida e sempre me deu forças para eu ser jornalista.
Agradeço a todo corpo de professores que enriqueceram a minha vida durante esta formação. Às professoras Ana Maria Ziccardi, Cilene Victor, Rosangela Paulino, Ana Lúcia Tsutsui e Sandra Febbe. Ao professor Fernando Leme, José de Almeida Amaral e especialmente o Rafael Tosi que em apenas seis meses me passou conhecimentos fundamentais para uma vida toda. À minha orientadora e querida Caroline Sotilo, pela paciência, carinho e apoio. Obrigada Carol por acrescentar tanta experiência e carinho a esta monografia.

A todos vocês, os meus mais sinceros agradecimentos